Sunday, December 06, 2009

Calada

Dear Watson,

é que eu sinto calada e descumpro a promessa de falar quando começasse a sentir. Fazer o quê, me diz. Vou é esquecer isso por uns tempos e seguir o conselho de Lispector, meu caro: andar distraída (e calar-me).

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Sunday, October 04, 2009

Ai

Dear Watson,

nem vou mentir: a gente não assume nada, mas sabe o que quer. Como resistir? Eu só irresisto quando vejo a cara de sério, derreto feito mantequilla.

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Thursday, October 30, 2008

debaixo do sol

na verdade, eu queria é escrever que o mundo injusto deixa o casal ficar baixo sol quente passando fome. enquanto isso, a gente brinca de guerrear com os egos, de se entupir de inutilidades e de fingir que é importante.

aí, se esquece de ser ser humano. de dar uma palavra sincera, um abraço e agradecer por ter o leite quente na hora de dormir. se esquece de sentir.

mas, thanks god, eu senti. senti muito doído lá deeeeentro, entre o coração e o nó apertado da garganta, algo que eu não soube explicar até agora. e senti também que isso não se faz, que é injusto, feio, amoral, baixo e indelicado.

ora. deixar dois velhinhos debaixo do sol esperando que joguem poucas moedas para trocar por arroz e feijão "e quando dá, aí dá pra comer carne. comida de pobre mesmo".



e no final, me pedem para contar tudo isso em 3.800 caracteres com imparcialidade. desculpe, mas eu sinto na hora de escrever.

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