Tuesday, February 19, 2008

Cadê?


Dear Watson,

Nunca fui muito de gostar de bolsa. Por mim, sairia com uma sacolinha do Carrefour e pronto. Mas como o único homem aqui em casa era mi padre, sem chance de sair com as sacolas de plástico.
A minha primeira bolsa foi uma de palha, aquelas de praia, de criança. Da Feira da Torre. Cabia uma roupa de boneca e metade de uma Barbie. Naquela idade, isso era muito importante.
Catalogando, a próxima foi uma da Bicho Comeu (oui, aquela loja três chic da Xuxa). Brega. Verniz preto, parecia uma caixinha. Devo ter usado, no máximo, duas vezes.
Depois disso, eu empurrava tudo para minha irmã e ia ser feliz e livre. Quer dizer, nós duas: ela AMA bolsas (assim como a mamãe, avós e todas as mulheres da família, exceto moi).
Até que eu arranjo o primeiro namoradinho e nem rolava de levar a irmã junto na hora de sair. A mocinha começou a andar de bolsa.
Aí, veio a UnB. Quem mora longe e anda de ônibus, leva metade de casa dentro da bolsa: cadernos, agenda, nécessaire, carteira, chave, sombrinha, pente, fita crepe e mais mil e duas coisas.
E a bolsa preta suuuuuper legal rasgou. Ora, vamos à Feira dos Importados comprar uma enorme super hiper mega blaster ultra fashion e da moda. “Filha, assim você fica com jeito de gente séria”, afirmou madresita.
E lá fomos. Até que eu perdi minhas chaves, oito reais, três canetas e mais moedas. Como assim? Ora, não vou ser chamada de lerda. Lerda não!
Quando você acha que tirou tudo da bolsa, ela ainda pesa. Hoooooray! Temos um buraco no forro. No creo. Si, chiquita, lo creas. Verdade.
Encontrei tudo e aposentei aquele circo russo.

Não satisfeita, arranjei uma com bolsos infinitos. O problema é que me perco em papéis, moedinhas e, AAAAAAAAAAHHHHHHHHH, o celular toca. Abri todos os bolsos e cadê?
Ah, tava no bolso da jaqueta. Que susto. Sinceramente, acho que amanhã vou sair mais cedo com a sacolinha do Carrefour.

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